segunda-feira, 30 de março de 2009
Crise de 2009
A economia das sete maiores economias mundiais (G7) - Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Itália, Alemanha e Reino Unido - devido à crise sistémica global, vai registar em 2009 a maior contracção desde a Grande Depressão, prevêm analistas do Deutsche Bank. O Produto Interno Bruto (PIB) conjunto do G7vai baixar 1,1% em 2009 após um crescimento de 0,8 por cento este ano. A economia da zona euro recuará 1,4%, a norte-americana 1% e a do Japão 1,2%. A análise, divulgada hoje, é assinada pelos economistas do Deutsche Bank, Peter Hooper e Thomas Mayer. Os custos mais altos do crédito vão estrangular as despesas do consumo e os investimentos das empresas, gerando mais desemprego, sublinham os analistas. “Esperamos agora uma recessão séria para a economia mundial no próximo ano”, disse Mayer. “Não prevíamos um choque financeiro tão grande, após as nossas previsões do 3 de Outubro”, acrescentou, referindo-se à rarefacção do crédito. Mayer sublinhou que, em 20 anos de actividade, nunca revira em baixa previsões económicas “de tal valor num espaço de tempo tão curto”. O crescimento em todo o mundo vai abrandar para 1,2% contra 3,2% este ano, o ritmo mais lento desde o início dos anos de 1980, segundo o relatório. Os autores admitem a probabilidade de os bancos centrais - Reserva Federal norte-americana (Fed), Banco Central Europeu (BCE) e Banco do Japão baixarem as taxas de juro para apoiar a economia. O Fed poderá cortar novamente a principal taxa directora na reunião de política monetária de 29 de Outubro, passando-a de 1,5% para 1%. Os economistas do Deutsche Bank prevêem que o BCE deverá baixar a mesma taxa dos actuais 3,75% para um mínimo histórico de 1,5%, nos próximos 12 meses. A previsão justifica a liberalização dos juros pelos sinais de enfraquecimento das pressões inflacionistas. A taxa de inflação mundial, em 2009, vai cair para os 3,1% contra os 5,6% deste ano, referem os analistas do banco alemão. MRA Dep. Data Mining
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